Dom Casmurro de Machado de Assis

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O romance Dom Casmurro, de Machado de Assis é uma obra fantástica e bastante interessante do ponto de vista de dividir opiniões. Ao fazer a leitura deste romance, ainda na adolescência, inúmeras questões passaram despercebidas pelas minhas retinas, por exemplo, a grande "sacada" do autor em apresentar um texto e nele haver inúmeros debates no que se refere a questões sociais, morais e religiosas. Contudo, ao fazer a releitura fui me questionando incessantemente a respeito do fato de Bentinho  ( um dos principais personagens da história) ser de forma incisiva o juiz da sentença de sua amada Capitu. E seguindo com a leitura percebi que o fato de Bentinho ter como profissão, no enredo da trama, a advocacia não fora uma escolha gratuita do autor. Pois só desta forma, ele, Bentinho, poderia julgar Capitu pelo susposto adultério, que com maestria de quem ao apoiar a pena sob a folha é capaz de fazer seu leitor passar por inúmeras interpretações acerca de uma temática. E, assim, Machado de Assis o fez. Colocou nós, leitores, muitas vezes intrigados se Capitu tinha traído ou não sei marido. E como já mencionei anteriormente, este romance faz quem o lê, de forma atenta, perceber questões sociais, uma vez que Capitu e Bentinho eram casados e ela, a mulher, que sempre foi uma criatura criada para o matrimônio, e para questionar esta sociedade bastante patriarcal o autor brasileiro criou para o contexto social uma mulher atrevida, dona de si e sem medo de viver. E estas características atreladas a uma mulher em pleno século 19 era algo que fugia ao normal; ao estabelecido pela sociedade, e acredito que talvez por estas questões  (sociasi) é que Capitu foi sentenciada mesmo sem provas concretas para tal julgamento. 

Um outro aspecto que me chamou atenção ao reler o romance Dom Casmurro foi a questão religiosa. Levando em consideração que as famílias eram religiosas o crime de adultério era algo inimaginável tanto para os preceitos da igreja quanto para as questões em sociedade. E mais uma vez Machado de Assis provoca seu leitor a perceber finas ironias contidas na trama do romance. E, por fim, a moral, que é tão prezada pela sociedade foi manchada, já que Bentinho era um homem respeitado pela sociedade e, de repente, sua mulher o trai com o melhor amigo dele. 

Finalizando, o autor Machado de Assis é conhecido por ter uma leitura difícil para os leitores, contudo, acredito que fazer esse tipo de leitura é importante tanto porque o léxico do leitor expande e também por trazer em seus textos questões sociais, morais e porque não dizer religiosas que são recorrentes até os dias atuais. Dessa forma, o romance Dom Casmurro, na minha opinião, deveria ser parte da bibliografia das escolas não como forma de tecer comentários desvalorizando a religião ou outras temáticas que rondam as obras do autor, mas, sim, como ferramenta de auxílio para tecer e comparar os conceitos de sociedade, religião e de moral contidos no romance Dom Casmurro de Machado de Assis. 

Além de dividir opiniões, pois até os dias de hoje há leitores que afirmam de forma veemente que Capitu traiu Bentinho e, em contrapartida há aqueles que dizem que não, o que ocorreu foram situações más interpretadas e que culminaram na interpretação de que Capitu cometera adultério. Estes questionamentos só fazem o debate sobre a leitura do romance tornar-se mais interessante e positiva para o contexto de sala de aula.

O romance Dom Casmurro, de Machado de Assis é uma obra fantástica e bastante interessante do ponto de vista de dividir opiniões. Ao fazer a leitura deste romance, ainda na adolescência, inúmeras questões passaram despercebidas pelas minhas retinas, por exemplo, a grande "sacada" do autor em apresentar um texto e nele haver inúmeros debates no que se refere a questões sociais, morais e religiosas. Contudo, ao fazer a releitura fui me questionando incessantemente a respeito do fato de Bentinho  ( um dos principais personagens da história) ser de forma incisiva o juiz da sentença de sua amada Capitu. E seguindo com a leitura percebi que o fato de Bentinho ter como profissão, no enredo da trama, a advocacia não fora uma escolha gratuita do autor. Pois só desta forma, ele, Bentinho, poderia julgar Capitu pelo susposto adultério. E Machado de Assis com maestria de quem ao apoiar sua "pena" sob a folha é capaz de fazer seu leitor passar por inúmeras interpretações acerca de uma temática. E, assim, Machado de Assis o fez. Colocou nós, leitores, muitas vezes intrigados se Capitu tinha traído ou não sei marido. E como já mencionei anteriormente, este romance faz quem o lê, de forma atenta, perceber questões sociais, uma vez que Capitu e Bentinho eram casados. E ela, a mulher, que sempre foi uma criatura criada para o matrimônio, e para questionar esta sociedade bastante patriarcal o autor brasileiro criou para o contexto social uma mulher atrevida, dona de si e sem medo de viver. E estas características atreladas a uma mulher em pleno século 19 era algo que fugia ao normal; ao estabelecido pela sociedade, e acredito que talvez por estas questões  (sociais) que Capitu foi sentenciada mesmo sem provas concretas para tal julgamento. 

Um outro aspecto que me chamou atenção ao reler o romance Dom Casmurro foi a questão religiosa. Levando em consideração que as famílias eram religiosas o crime de adultério era algo inimaginável tanto para os preceitos da igreja quanto para as questões em sociedade. E mais uma vez Machado de Assis provoca seu leitor a perceber finas ironias contidas na trama do romance. E, por fim, a moral, que é tão prezada pela sociedade -foi manchada -, já que Bentinho era um homem respeitado pela sociedade e, de repente, sua mulher o trai com o melhor amigo dele. 

Finalizando, o autor Machado de Assis é conhecido por ter uma leitura difícil para os leitores, contudo, acredito que fazer esse tipo de leitura é importante tanto porque o léxico do leitor expande e também por trazer em seus textos questões sociais, morais e porque não dizer religiosas que são recorrentes até os dias atuais. Dessa forma, o romance Dom Casmurro, na minha opinião, deveria ser parte da bibliografia das escolas não como forma de tecer comentários desvalorizando a religião ou outras temáticas que rondam as obras do autor, mas, sim, como ferramenta de auxílio para tecer e comparar os conceitos de sociedade, religião e de moral contidos no romance Dom Casmurro de Machado de Assis. 

Além de dividir opiniões, pois até os dias de hoje há leitores que afirmam de forma veemente que Capitu traiu Bentinho e, em contrapartida há aqueles que dizem que não, o que ocorreu foram situações más interpretadas e que culminaram na interpretação de que Capitu cometera adultério. Estes questionamentos só fazem o debate sobre a leitura do romance tornar-se mais interessante e positiva para o contexto de sala de aula.