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Paulina Chiziane

"Contar uma história significa levar as mentes no voo da imaginação e trazê-las de volta ao mundo da reflexão."

Paulina Chiziane nasceu a 4 de Junho de 1955 e é uma escritora Moçambicana, vencedora do Prémio José Craveirinha de Literatura em 2003. Paulina foi a primeira mulher a publicar um romance em Moçambique com Balada de Amor ao Vento (1990). Suas obras, principalmente Niketche: Uma História de Poligamia (2002), discutem as relações políticas, sociais e afetivas no seu país.

Estudou Linguística em Maputo, mas não concluiu o curso. Actualmente vive e trabalha na Zambézia. Ficcionista, publicou vários contos na imprensa (Domingo, na «Página Literária», e na revista Tempo). Publicou o seu primeiro romance, Balada de Amor ao Vento, depois da independência (1990), que é também o primeiro romance de uma mulher moçambicana. "Ventos do Apocalipse", concluído em 1991, saiu em Maputo em 1995 como edição da autora e foi publicado pela Caminho em 1999. O "Sétimo Juramento" e "Niketche" foram publicados em Portugal em 2000 e 2002, respectivamente. "Balada de Amor ao Vento" é o seu quinto romance. Afirma: "Dizem que sou romancista e que fui a primeira mulher moçambicana a escrever um romance, mas eu afirmo: sou contadora de estórias e não romancista. Escrevo livros com muitas estórias, estórias grandes e pequenas. Inspiro-me nos contos à volta da fogueira, minha primeira escola de arte."

 

"Primeiro foram as frases soltas nos cantos dos cadernos. Depois foi o diário. A seguir foram os poemas e as cartas de amor no tempo da primeira paixão. Mais tarde foram textos mais seguros, pequenos contos, pequenas crônicas e o sonho de um dia escrever um livro. Este sonho adormeceu porque me casei e queria ser boa esposa. Mas a vida conjugal deu-me a provar as primeiras amarguras. Minha alma tornou-se uma muralha de solidão e silêncio. Olhei para mim e para outras mulheres. Percorri a trajectória do nosso ser, procurando o erro da nossa existência. Não encontrei nenhum. Reencontrei na escrita o  preenchimento do vazio e incompreensão que se erguia à minha volta. A condição social da mulher inspirou-me e tornou-se meu tema. Coloquei no papel a aspirações da mulher no campo afectivo para que o mundo as veja, as conheça e reflita sobre elas." Testemunho escrito em 1992 e publicado em meados de 1994, por iniciativa da UNESCO em fase dos preparativos da Conferência Internacional sobre a Mulher, Paz e Desenvolvimento, realizada em Pequim em 1995. Ler mais

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Paulina Chiziane

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